[Resenha] Mensageira da Sorte - Fernanda Nia

09:42




Cassandra e sua mãe se mudam para Lagoinha, um bairro em que acreditavam ser tranquilo no Rio de Janeiro, após um evento traumático para as duas. Infelizmente as ações da AlCorp parecem encher a população de ira e indignação com os aumentos excesso de alimentos e medicamentos gerando inúmeros protestos.

O caos está estabelecido e o Departamento de Correção de Sorte deve enviar seus mensageiros para transmitir presságios de sorte para que tentem equilibrar a balança do destino. Mas quando uma mensageira da sorte perde seus poderes repentinamente, Cassandra deve assumir o posto e enviar a sorte ao seu vizinho, que é youtuber e seu colega de classe.



Essa leitura foi escolhida pelo grupo de leitura coletiva Buddy Read DLX de dezembro e eu tive a sorte de ganhá-lo no sorteio por ter participado da leitura do livro do mês anterior. Confesso que estava bem ansiosa pela leitura, já que ouvi diversos comentário positivos sobre o livro.

A escrita é fluida proporcionando uma leitura rápida, mas funcionou como algo despretensioso que não exige muita concentração. O livro aborda temas como corrupção e poder, mas de uma maneira simples. Ideal para um público infanto-juvenil.

Após tantas leituras intensas e com temas pesados, Mensageira da Sorte foi um alívio e eu adorei a proposta e o enredo do livro, porém não me cativou devido ao fato de ser previsível. Foi realmente possível ler e ir adivinhando os fatos que se seguiam.

Acredito que isso tenha acontecido por eu já ter ultrapassado a idade o público alvo ao qual o livro é destinado. Mas para tal público o clichê romântico, as diversas referências a cultura pop, memes e gírias, os temas abordados e os elementos sobrenaturais envolvidos podem ser muito atrativos e divertidos.

Um ponto forte no livro foi a presença e influência da mãe da Sam. Ela está sempre ali! Seja para brigar, se preocupar, colocar de castigo ou deixar milhões de ligações no celular da filha. Algo que não vemos em outros livro. Isso tornou a estória mais coesa. Na maioria dos livros vemos adolescentes vivendo de forma independente como se os pais não existissem, não se importassem ou simplesmente proporcionassem a liberdade absurda e incoerente.

Ainda assim, eu não consegui associar muito bem a ideia de adolescentes indo em protestos. Talvez porque na minha adolescência minha mãe teria me impedido de ir ou porque se o livro tivessem personagens um pouco mais velhos fluísse melhor pois seria muito mais aceitável vê-los em tais lugares.

As atitudes dos personagens, mesmo que estivessem tentando fazer o que é certo, não me transmitiram coragem, e sim a imprudência e inocência típica de adolescentes que acham que vão "mudar o mundo". De qualquer forma é um livro divertido e que vai lhe entreter, principalmente, se você fizer parte do público alvo.

Eu ainda prefiro as outras obras da autora (que também é ilustradora) e possuem um foco bem diferente:

Como eu realmente... - volume 1: Amazon
Como eu realmente... - volume 2: Amazon


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Criadora do Aquela Geek.
Biomédica e apaixonada por livros, séries e filmes.


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2 comentários

  1. Pela premissa do livro eu não senti muito interesse pela história, talvez seja algo focado em seu público alvo mesmo.

    www.estante450.blogspot.com

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    Respostas
    1. Sim, acredito realmente nisso! Inclusive um pensamento que passou pela minha cabeça enquanto eu lia era que se eu tivesse uns 15 ou 16 anos eu iria me apaixonar pelo livro.

      http://www.aquelageek.com/

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